Muito mais do que uma dissertação pública do sentir este local é um manifesto, onde a mensagem poderá ser explicita, implicita de forma mais, ou menos, directa.
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Saturday, May 11, 2013
1001
Realmente só mesmo os ideais são belos... e descubro a cada dia que só mesmo eu me conheço, ou o egoísmo dos outros os leva a esquecer. Cairei 1000x mas levantar-me-ei 1001...
Thursday, February 7, 2013
Thursday, January 10, 2013
Friday, December 21, 2012
Natal
Natal de 1971
Natal de quê? De quem?
Daqueles que o não têm?
Dos que não são cristãos?
Ou de quem traz às costas
As cinzas de milhões?
Natal de paz agora
Nesta terra de sangue?
Natal de liberdade
Num mundo de oprimidos?
Natal de uma justiça
Roubada sempre a todos?
Natal de ser-se igual
Em ser-se concebido,
Em de um ventre nascer-se,
Em por de amor sofrer-se,
Em de morte morrer-se,
E de ser-se esquecido?
Natal de caridade,
Quando a fome ainda mata?
Natal de qual esperança
Num mundo todo bombas?
Natal de honesta fé,
Com gente que é traição,
Vil ódio, mesquinhez,
E até Natal de amor?
Natal de quê? De quem?
Daqueles que o não têm?
Ou dos que olhando ao longe
Sonham de humana vida
Um mundo que não há?
Ou dos que se torturam
E torturados são
Na crença de que os homens
Devem estender-se a mão?
Jorge de Sena, Exorcismos
Natal de quê? De quem?
Daqueles que o não têm?
Dos que não são cristãos?
Ou de quem traz às costas
As cinzas de milhões?
Natal de paz agora
Nesta terra de sangue?
Natal de liberdade
Num mundo de oprimidos?
Natal de uma justiça
Roubada sempre a todos?
Natal de ser-se igual
Em ser-se concebido,
Em de um ventre nascer-se,
Em por de amor sofrer-se,
Em de morte morrer-se,
E de ser-se esquecido?
Natal de caridade,
Quando a fome ainda mata?
Natal de qual esperança
Num mundo todo bombas?
Natal de honesta fé,
Com gente que é traição,
Vil ódio, mesquinhez,
E até Natal de amor?
Natal de quê? De quem?
Daqueles que o não têm?
Ou dos que olhando ao longe
Sonham de humana vida
Um mundo que não há?
Ou dos que se torturam
E torturados são
Na crença de que os homens
Devem estender-se a mão?
Jorge de Sena, Exorcismos
Wednesday, October 24, 2012
Thursday, September 27, 2012
comprehendere
eu sou daqueles que aprenderam que um abraço, um sorriso ou um dia no parque, vale mais que mil brinquedos...
aprendi também que dividir uma sande, vale mais que uma mesa cheia...
mas ensinou-me a vida a comprehendere que tal nem sempre é suficiente...
mas dá a bagagem que falta...
e há muitos que enfim, não comprehendunt, por vezes nem a vida, nem a mim...
aprendi também que dividir uma sande, vale mais que uma mesa cheia...
mas ensinou-me a vida a comprehendere que tal nem sempre é suficiente...
mas dá a bagagem que falta...
e há muitos que enfim, não comprehendunt, por vezes nem a vida, nem a mim...
Monday, July 30, 2012
memories
há 10 meses que não descia aquelas escadas
as que vão dar ao areal onde poisam as gaivotas e onde as galinhas-de-água brincam nas ondas em busca de algo para comer
saiu um...
bom dia!
reinava o silêncio habitual da hora exacta da baixa-mar na manhã de hoje, 6h43...
todos os reflexos faziam lembrar um mundo irreal, naquele espaço-tempo que apenas pertence a quem por lá viaja, mantendo-nos ligado ao real apenas pelo cheiro inconfundível do misto maré-lodo-algas-iodo!
fui, em busca da paz, das respostas às constantes dúvidas.
Veio a saudade, ao procurar saber de ti, de vós...
as que vão dar ao areal onde poisam as gaivotas e onde as galinhas-de-água brincam nas ondas em busca de algo para comer
saiu um...
bom dia!
reinava o silêncio habitual da hora exacta da baixa-mar na manhã de hoje, 6h43...
todos os reflexos faziam lembrar um mundo irreal, naquele espaço-tempo que apenas pertence a quem por lá viaja, mantendo-nos ligado ao real apenas pelo cheiro inconfundível do misto maré-lodo-algas-iodo!
fui, em busca da paz, das respostas às constantes dúvidas.
Veio a saudade, ao procurar saber de ti, de vós...
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