se olho a lua, os tarrotes saltitantes num qualquer jardim,
se finjo tocar o Sol vermelho do entardecer, ou procuro o brilho
dos teus j'olhos nas estrelas,tudo me leva a ti...
como se tudo o que existe
aromas, luz, calor, chuva, sorrir,
fossem pequenos barcos que navegam em direcção
ao mundo que criei de ti
Se consideras violento e louco o vento que passa na minha vida
se pensas que estas montanhas por onde corre o vento são demasiado altas e intransponíveis
e se decidiste deixar as margens do coração no qual eu tenho raízes criadas por ti
com a força que eu sei ver em ti
lembra-te
que neste dia
a esta hora
eu levantarei os meus braços e as minhas raízes partirão em busca de outra terra
mas
se a cada instante
a cada passo que dás
sentires que a nós estás destinada com implacável doçura
se a cada dia olhares a Lua, cheirares uma flor para me encontrar
então meu amor, minha vida (como te disse um dia)
em mim todo este fogo se reacenderá
porque em mim nada de ti se apagará ou esquecerá
e o meu amor estará nos teus braços
Xano
Muito mais do que uma dissertação pública do sentir este local é um manifesto, onde a mensagem poderá ser explicita, implicita de forma mais, ou menos, directa.
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Tuesday, April 5, 2011
Monday, April 4, 2011
espelho
poema do lavrador do Pedro Barroso
É muito do reflexo do que por aqui se passa, o maestro, num gesto maior consegue sempre, nas suas palavras dizer tanto em tão pouco...
É muito do reflexo do que por aqui se passa, o maestro, num gesto maior consegue sempre, nas suas palavras dizer tanto em tão pouco...
Tuesday, March 22, 2011
é proibido
É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo das nossas lembranças
É proibido não nos rirmos dos problemas
Não lutar pelo que se quer
Abandonar tudo por medo
Não transformar sonhos em realidade
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague pelas nossas dúvidas ou o mau-humor
É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessitamos deles
É proibido não sermos genuínos diante das pessoas
Fingir que elas não te importam
É proibido ser gentil só para que se lembrem de nós
Esquecer aqueles que gostam de nós
É
proibido não fazer as coisas por si mesmo
Não crer em Deus e fazer seu destino
Ter medo da vida e dos seus compromissos
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar
Esquecer os seus olhos, o seu sorriso, só porque os seus caminhos se
desencontraram
Esquecer o passado e pagá-lo com o presente
É proibido não tentar compreender as pessoas
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua
Não saber que cada um tem seu caminho e a sua sorte.
É proibido não criar a sua história
Deixar de dar graças a Deus pela vida
Não ter um momento para quem necessita de si
Não compreender que o que a vida dá, também tira
É proibido não procurar a felicidade
Não viver a vida com uma atitude positiva
Não pensar que podemos ser melhores
Não sentir que sem si, este mundo não seria igual
Pablo Neruda
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo das nossas lembranças
É proibido não nos rirmos dos problemas
Não lutar pelo que se quer
Abandonar tudo por medo
Não transformar sonhos em realidade
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague pelas nossas dúvidas ou o mau-humor
É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessitamos deles
É proibido não sermos genuínos diante das pessoas
Fingir que elas não te importam
É proibido ser gentil só para que se lembrem de nós
Esquecer aqueles que gostam de nós
É
proibido não fazer as coisas por si mesmo
Não crer em Deus e fazer seu destino
Ter medo da vida e dos seus compromissos
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar
Esquecer os seus olhos, o seu sorriso, só porque os seus caminhos se
desencontraram
Esquecer o passado e pagá-lo com o presente
É proibido não tentar compreender as pessoas
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua
Não saber que cada um tem seu caminho e a sua sorte.
É proibido não criar a sua história
Deixar de dar graças a Deus pela vida
Não ter um momento para quem necessita de si
Não compreender que o que a vida dá, também tira
É proibido não procurar a felicidade
Não viver a vida com uma atitude positiva
Não pensar que podemos ser melhores
Não sentir que sem si, este mundo não seria igual
Pablo Neruda
Monday, March 21, 2011
Sê
Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê o melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.
Pablo Neruda
Sê um arbusto no vale mas sê o melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.
Pablo Neruda
Wednesday, March 2, 2011
...
grito em silêncio, tão alto
tão alto, que me abafa o ser
eu próprio já não me ouço
não fosse o sorriso inocente de quem me faz sorrir
e podem crer
que eu já não cria absolutamente em nada
apercebo-me que definitivamente só o meu corpo deve ser deste planeta
minh'alma, meu coração,
são compostos dum outro mundo qualquer
a imensidão do que me faz sorrir é tão simples
a realização, o reconhecimento de Maslow é para mim tão simples como fazer sorrir quem amo
ai sim, sinto-me realizado
aí sim, sinto reconhecimento
mas na verdade
não sou espada em nenhuma guerra, por quem se lute ou por quem se queira lutar
não sou reflexo em nenhum olhar
a imensidão do meu coração
é o que me faz
e o que me destrói
é a arma com que me matam
tão alto, que me abafa o ser
eu próprio já não me ouço
não fosse o sorriso inocente de quem me faz sorrir
e podem crer
que eu já não cria absolutamente em nada
apercebo-me que definitivamente só o meu corpo deve ser deste planeta
minh'alma, meu coração,
são compostos dum outro mundo qualquer
a imensidão do que me faz sorrir é tão simples
a realização, o reconhecimento de Maslow é para mim tão simples como fazer sorrir quem amo
ai sim, sinto-me realizado
aí sim, sinto reconhecimento
mas na verdade
não sou espada em nenhuma guerra, por quem se lute ou por quem se queira lutar
não sou reflexo em nenhum olhar
a imensidão do meu coração
é o que me faz
e o que me destrói
é a arma com que me matam
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